19 como número da sorte

Ah! Começa descrevendo o apartamento. O chão, de que material é o chão? Esse, o dos quartos, ou o da sala, dos outros cômodos? O da sala, o da sala é liso e branco, esse. Passando pelo corredor hoje, antes de anoitecer, vi a quantidade de cabelos, outros pelos espalhados pelo chão. Tem que ser o da sala. Descrevemos o apartamento inteiro? Não melhor não, só o piso, o piso e a vista, que é de estarrecer, essa vista de bronze no final da tardinha, lá atrás, quando o mundo começa no Moxuara. Então tá. Fica a imagem do chão sujo, manchado e com pelos, além da paisagem, única coisa de boa no apartamento. Mas é janeiro. Falamos do calor também? Não, calor não, nesse caso calor é anticlimático. Vai, continua…

Foi olhar para cima após uma cerveja e pensar no quanto o sol queimaria de manhã que apaguei, quase às 4h. Poderia ir à praia no outro dia, hoje, dia de sol brilhante e preguiça extasiante.

Em casa, na internet: Crônica de @jpcuenca muito boa.



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Saudades do Centro

Foto-A0081

É quando tenho mais sono. Quando o cansaço é tão grande que sufoca como o peso no peito pós-quatro bolinhas tomadas em uma noite que não queria saber quem era, que estava fazendo, se falava com pessoas  que  não gostam de mim, que sinto esse frio que ouço tanto falar. Esse vento que não parece que bate, mas que desce aos poucos, trava pouco a pouco língua e estômago, transforma o órgão que sempre tive mais medo de machucar num labirinto congelado sem iscas de pão, muito escuro.

palmas para o amigo apagadinho.

dói porque eu me engano, me encanto, me acho maduro demais.

artefat

um eterno primavera verão que não quer passar.

todos os amantes ao meu lado

num resquício de solidão

que desanda

e some

no clarão do dia ao entardecer