um ano

Quase um ano depois estou aqui de mãos abertas. parece muito tempo, não é. Lembro bem do post que fiz no dia 11 de novembro do ano passado. Longe aquela sensação. A noite em que tudo apagou. Estava no cinema (fui tão pouco no cinema em 2010).

2011 é um ano que se anuncia tão diferente. Não sei porque, não entendo bem o sentimento. As coisas acontecem, terminam – a gente tem que se reiventar. Aproveitar as sobras para construir, fazer algo com que possamos ter algum orgulho.

Não me arrependo de nada que escrevi aqui – comecei fazer o balanço – destes últimos seis anos porcamente documentados nos blogs que foram mudando de endereço comigo. Um tantinho de mim nesta fase Espírito Santo ficou no blogger, no livejournal, nos dois wordpress que tive e neste outro, ainda tímido, comecei há pouco. Não espero sucesso – só disciplina e prazer. Água na boca.

Outro dia tive este sentimento, lembrei deste afternoon crash car. Pesou o fato de acontecimentos não noticiáveis me prenderem à vida no final do feriado. Deu saudade de tudo, da minha vida nos anos de faculdade. Orgulho também, dos blogs e dos erros de português. Até dos textos tenebrosos que passaram por aqui. Mas eu vou fazer o quê? Não posso me envergonhar da forma que tomei depois de um monte de transformações.

Os cinzeiros ainda estão cheios – eu sei. As mesmas dificuldades para dormir e acordar – sou uma criança chorona. Tenho ainda essa vontade de escrever que me cega, que me deixa paralisado em frente ao computador sem saber para onde olhar. Sei que não faço por mal. Não é para agredir ninguém. Talvez seja uma maneira de me machucar um pouco. Compreender que sou uma pessoa de verdade e que tenho que, por meio de palavras tortas, saber que existo, que sinto, que arranjo soluções para uns contetamentos com isso daqui. Minhas indecisões.

***

Não escrevi nada este ano. Não foi de propósito. Foi tudo tão rápido. O primeiro semestre foi de ansiedade e expectativa. Parece que nada aconteceu nos primeiros seis meses de 2010. O segundo foi de angústia, noites mal dormidas, insegurança, mas fazer o quê? Agora estou tranquilo. Apesar de me enrolar com o trabalho, tenho segurança nele, sei que tenho um apoio, idéias no papel – e que se elas não são bem articuladas é um reflexo – ainda – do que sou.

Adiciono sequências intermináveis para as coisas, inclusive isso daqui. Não acaba nunca. Nem quero que acabe. Quero o ponto final em um texto. Não é pedir demais

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