Notas espírito-santenses.

Em um domingo desses resolvi arrumar todas as minhas quinquilharias. O dia estava abafado, nuvens carregadas cobriam o grande azul visível da janela do quarto como se fossem panos quentes sobre luxações conseguidas no futebol de quarta à noite. O ventilador de pé não resistia e expirava um bafo desconfortável e luxuriante. Tudo estava sob controle na faculdade e apesar de faltar tempo para as coisas mínimas do dia, sobravam alguns momentos e recordações para serem desfrutadas. Desengavetei um fichário para organizar todos os textos arquivados no computador e após horas e horas analisando toda a porcaria expelida através da ponta dos meus dedos em noites também sufocantes quando me peguei pensando num amgio que sempre dizia que o grande problema dessas terras é não termos estações bem delimitadas,  mesmo no inverno após às dez da manhã o sol explode em raios pouco convidativos e  nos faz despir o moletom cuidadosamente escolhido ao acordar. Assim ele dizia, assim era minha estadia aqui, assim também foi o verão de dois mil e sete. 

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