O bafo.

Com o ar ainda adocicado, o sangue adocicado, eu só penso, eu só quero dançar. Nós dizemos e tantamos descobrir o mundo, falando de astrologia e o quanto queremos dominar e saber sobre, estamos cansados e o cansar já não me espera, a falta de fôlego, os minutos passados, o banho após o suador, Ana Turva curtindo Bowie junto comigo, a me observar, dizer que não é verdade toda essa maquilagem que cobre os dias, o diaz, como num roteiro, numa fotografia do Glauber. Queria muito esconder toda essa porcaria de absolutismo e retórica, queria esconder a vida e viver, como uma onda de gás, como um amante de negros, como um cara, um americano sulista, um kluxer, queria ter um clã, um grupo e absorver toda a energia de momentos como esse, quando o bafo de cigarros, o calor do quarto aconchega e destrói.

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Uma resposta para “O bafo.

  1. engraçado como as coisas se coincidem. Ainda estou com com o ar adocicado e quente dos cigarros de ontem; Discuti sobre astrologia ontem e estou curtindo uma onda com ziggy stardust deste quando o coloquei no meu MP4 Player, e mais uns três amigos meus estão empolgados/apaixonados com este disco e com o artista paudurescente que é David Bowie…e cada um em uma cidade diferente, sem combinar nada, diga-se de passagem
    Muito bom! Quase uma metafísica
    =]

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