A velocidade do som.

Um click, margem de pixels estourados, todos os sentidos reunidos, translúcidos, adocicados. Eu sabia que seria assim, sacana.  Acho melhor começarmos a caça às bruxas, o grande ato final, todas as merdas reunidas em um só saco. Batatas podres, um cheiro insuportável, o caos, como as quatro lâmpadas do quarto balançando com os graves das caixas de som, stereo. Stereo: o som da vida.

Vamos lá, não somos, ou sou, tão otário. Somos todos iguais, eu sei. Não adianta insistir, estaremos presos pelo pescoço, antes da festa, queimados, talvez enforcados, um frango com farofa antes, o dia coberto de neve, um clima cinza, o dia cinza como um cochicho. Uma verdadeira merda para se admirar, como todos juntos. Sim, somos todos sacanas e não merecemos nada disso que pintam por ai: casa, comida, um carro decente e roupa cheirando a amaciante, maciaaaa….

E não adiantará todas as fotos guardadas na pasta “imagens” do pc, no fim das contas ninguém, absolutamente ninguém lembra mesmo, ninguém sabe onde vão parar, ninguém sabe qual formatação as levará, ninguém sabe em qual sombra de qual dia em qual hora tudo acaba, os bits se dispersam, somem, são deletados, consumidos pela metalinguagem. E olhem, não adianta versar e versar e tentar corrigir minha pontuação, tudo acabou.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s