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É como entrar no banho e cobrir as orelhas com a espuma do shampoo e ter um cd arranhado tocando, só o – zip zip zip zip zip zip zip – indefectível/incompreensível/argumentativo/abstrato e moderno ao fundo. Não dá para definir nada, você está em um banheiro, o vapor inunda toda sua vida, o zip zip não para de forma alguma, na há água que possa tirar toda espuma de sua cabeça, o suador parece impenetrável, você só não consegue se despir do suador que se apoderou do seu corpo, um espírito maligno.
Não dá para se secar, você tem membros, todos eles dormentes e sub-abastecidos da substância maligna dona do seu charme, e você grita: So please, so please! – e as pernas não se movem, não se aquecem, não se sentem a vontade com sua depressão.
Conveniente e inebriante como o primeiro gole de uma loura (vai do seu gosto), não precisa estar gelada/quente, é básico, só que você está grudado em um velcro que não produz barulho, sem barulho, e ninguém, absolutamente ninguém é capaz de perceber o quanto suas pupilas estão dilatadas, o quanto você admira, noite após noite, todos apagarem as luzes e se esconderem sem deixar pegadas. Fugir.
Se você e todos fôssemos uns Nevilles ou coisas do tipo, talvez isso seria a solução, só que no momento eu e você, ou talvez somente eu, sim, eu, só quero parar de fumar

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