flores partidas

é que tudo fica brilhante quando olhamos pela janela e posamos para fotografias imaginárias.
passo 8 horas (8h?) deitado sobre um colchão para viver histórias que talvez nãoa contecerão na minha vida para no final me deitar sobre outro colchão (outro?) e imaginar que só o que restará são os fragmentos de alimentações mal diferidas no meu intestino delgado, porém, continuo a bater a cabeça sobre a almofada que alcochoa minhas lembranças desesperadas (desesperadas?)e retornal a “real life” para saborear toda a estupidez da ifinitude da minha mente (que mente?).
fica por isso mesmo. acredito que tudo não passa de besteiras, que vou fugir daqui, que passarei asmãos sobre a mesa do computador encerada com odores maternos e emoçoes diversas, sobre a cabeceira da cama que ainda cheira à madeira de lei que foi retirada ainda cheia de relva. simpático né?
somo os momentos de angustia e solidão, somo os momentos de dor e solidão, concluo que não passam de besteiras mal assimiladas e também mal lavadas, não seriam mal-lavadas? faria alguma diferença para mim saber ousar o hífen? por enquanto não!
é que tudo fica meio bagunçado, não, as gavetas já foram arrumadas e não há pó suficiente para dizer que a marlene faz falta ou que ela não honrou seus 120 reais mensais por qutro visitas semanais. é que como já disse, tudo soa diferente nas férias, tudo muda, tudo é basicamente plagiado para dar certo e nunca acabar, está tudo equilibrado, sem inspeção do inmetro. tudo seco e áspero, como minhas mãos, que não são calejadas.
fica difícil de acreditar que depois de algumas horas ( tá bom, foram oito!) eu tenha coragem de cheirar minhas axilas e estranhar que o desodorante não tenha dado conta do recado e que preciso aparar meus pelos, como se isso importasse, naturalmente, importa sim, e é necessário, absoltamente necessário.
todas essas coisas ficam paralelas e dispersas quando tenho que olhar para o céu, quando vejo flores, quando examino as flores partidas que foram deixadas sobre a sacada suja de cinzas de cigarros que agora provocam esse imenso e incessante pigarro – (rima e é feio!). mas, fica tudo por aqui, está tudo por aqui há tres anos, oh meu deus, já se passaram três anos e ainda não compreendi formalmente o quando valeu a pena estar aqui. valeu? i don't think so! (thank's wisdom!)
a caixinha, não o jukebox que imagino, fica estática, tremulante quando a olho. só os corrimãos e nada mais para abençoar a bondade dada ao piso liso, esocorregadio, fraudulento, que se mostrará em um dia, talvez horas. é que não faz sentido, não faz sentido ficar deitado, olhando para a parede que deveria ser branca e escovada, ficar imaginando se uma teleobjetiva captaria a sombra do meu óculos como meus olhos fazer, aquela borda do óculos, sacou?
é mais estranho estar rodeado de rostos, alguns macabros e sonolentos, ler as entrelinhas da barra azul do xp, adivinhar como tudo é pragmático e feroz quando estou aqui, sozinho, olhando para o nada, esperando alguma coisa (será?) e estar só, tranquilamente só com pilhas e pilhas e pilhas de apostilas, algumas quimicas mesmo, alcalinas, esmiuçadas nos cantos escondidos junto com as notas que sobraram para o resto do mes e para a visita mais que esperada da mãe – é, as mães gastam!
vocês tomam seus tranquilizantes, eu me mato de esperar. você arranja um isqueiro novo, eu compro minha nova caixa de fósforos. já vejo seus discos arranhados, vc não quer me emprestar seus cds. meu fone de ouvido arrebenta, sua pilha recarregável descarrega. o que nos moverá?
conto 16 livros empilhados verticalmente, conto 36 livros empilhados horizontalmente. sua vida não passa de adverbíos e não me canso dessa gerundização. uma economia de palavras, aqueles sonhos palavrosos, seus modelos abstratos, a foto da loura chamada gisele. já sei de todos esses estigmas que nos rodeiam, não me canso de tentar, já não se sabe se querem prosseguir.
um panfleto e uma correspondencia. o cheque especial e os juros. é complicado e doce, venenoso. tudo que acaba na metade está completo. minha amplitude e suas ondas. talvez às vezes eu queria esperar e olhar para os lados, no momento só enchergo meu umbigo, só um doce sabor de ego inflado e coisas do tipo, como toda descrição melancólica das coisas que colocamos no enveleope quando tudo acaba. nossas flores partidas e cartas de amor refogadas.
pudins de leite feitos a banho maria, todo sujo, a calda emplada. coisas que podemos dizer só de olhar para a carteira e formato triangular dessas chaves mais modernas. é sua casa, é minha casa. minha dose de heroína, seu triangulo abstrato, minha nitidez coflitante, essa carne rasgada.
sem título. acordes gritados e mistificados. sussurros e só. guarde tudo. eu tenho que ir.

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