companhia

Então você está sozinho, né? Imaginei. Faça-me o favor, pegue o travesseiro e acolchoe os cotovelos, agora tudo pode ser cansativo. outro conselho: busque a coca, tá?
Nos cansamos da internet e os domingos chuvosos são sacanas quando falamos de programas então basta tirar a bunda da cadeira e partir para a rua, assistir a um filme ou sentar num boteco. primeira opção, vamos ao cinema, olhamos as pessoas nas filas da bilheteria, todos entram na nobel ou na laser, coisas do tipo, a mais pura verdade é que procuramos companhia, e nos domingos de cinema chuvosos, todos estão acompanhados, até as abelhas. você finge dar umas risadas do vicent vaugh e se apaixonar com o corpinho da j. aniston. tudo falácia, tudo falácia. só precisamos dizer que estamos perdidos e não tem volta.
podemos resumir a história com a crítica do cheluge, rezenhamos o domingo e filme da mesma forma, só aparências, tudo assim meio vazio nesses dias e nos textos do cara, nos filmes também, só que ele tem que os adolescentes chatos para as salas escuras, eu não tenho obrigação de fazer as coisas assim.
e os casais sempre riem, sempre falam mal, sempre choram pelo que não devem, nós não, só esperamos o filme terminar e corremos para o banheiro atrás de companhia, não devemos, mas sempre estamos a procura de companhia nos lugares errados, mesmo que subjetivamente. não rola no banheiro, não rola sondando as filas, não rola no segundo piso, não rola no estacionamento – por que fui ao estacionamento – não rola no caminho para casa, não rola, simplesmente não rola.
já aconteceu com todo mundo, bate aquela depressão, aquela depressão. são tempos de termos idéias brilhantes, ou não, mas sempre consideramos as idéias quendo chegamos na porta de casa e o desespero bate, precisamos de companhia, tudo se resume em companhia. ai você inventa uma desculpa para tomar o vento no rosto que a praia te dá – filho, a praia é perigosa a essas horas! eu sei, eu sei! – e por que corremos para a praia dizendo que somos estudantes de jornalismo fazendo uma materiazinha sobre a “zona underground” da cidade, basta dizer companhia, não estamos cercandos de acompanhantes? o que eles podem dar nós precisamos e tudo que pode de restar é o gosto amargo e a facada na carteira, mas isso é outra história.

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