sufixo do mundo

Par de Converse amarelo.
Um copo sujo de Coca.
Cd do Snow Patrol jogado,
uma mulher nua com sua luva preta,
as folhas rabiscadas e deixadas de lado,
pilhas e pilhas e pilhas de livros e pó…
O despertador retrô virado de costas para mim.
Duas sacolas das Lojas Americanas vazias.
Um cinzeiro com duas guimbas.
“um coração batendo na jaula”.
Dois controles remotos no chão.
Uma camisa pendurada na cadeira que estou.
O óculos de sol aberto na mesa.
Marlboros misturados com Hollywoods.
A leveza da minha nova cabeça me fazendo suspirar e suspirar e mais.
Parte 3 da coleção Fellini. Vitório de Sica
– “BOH” –
e Buñel.
8 e 1/2 é combustível para o sono, lento que não terei até…
Todos estamos esquecidos:
mesmo enrolados nos lençóis e edredons espalhados pela cama,
gozados no pijama que não sei onde está.
Presos nas páginas dos jornais espalhados embaixo da cama,
consumidos na sacola da Triton sobre o aparelho de DVD,
cegados pelo chapéu que estiliza a TV,
perfumados e protegidos no sândalo enroscado no meu braço.
Calados e condenados pelo contact e o livro de inglês ao lado do CPU.
Planificados por Thomas L. Friedman

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