o fim de tarde

manhãs presas com o laço da fortuna
doces pedágios para a felicidade
apenas obstáculos
fantasiados de névoa, o orvalho da manhã

1, 2, 3, 4, 5 dedos duros, petrificados
pela sensação atraente de infinitude que o gelo traz
azul, só azul, um grande céu azul

é como o nosso rebolado
seu gingado compassado
enroscado na sensação
da artéria pulsante do meu pescoço

são amplitudes alimentadas por flechas élficas
orgulhos e brisas esquecids
a importância de um cinto branco amarrando
o fim de tarde, da multiplicidade das sensações

as pilhas de livros químicos
uma mesa cheia de pó
e meus pelos para raspar

sabes que tudo é assim:
um plano aberto sobre o verde de uma planície espanhola
correndo ao encontro do mar raso
um forte abraço

haroldo lima

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