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Vitória, 10 de abril de 2006.

Mamães,
como estão? O que têm feito, o que realmente acham que sinto, o que querem que eu pense, no que acreditam? Aqui não vai nada bem! Gostaria de esclarecer umas coisinhas antes que possa pensar besteiras – ESTA NÃO É UMA CARTA DE SUICÍDIO E TAMBÉM NÃO PENSO EM SUICÍDIO – e coisas afins!
Eu tô triste mamães, e nem sei como explicar, eu só sei que tô triste, que nada vai bem, que tudo é uma grande droga, tudo é uma grande droga alucinógena com uma ressaca de matar! Eu tô cansado como se tivesse andado por todo deserto, com os olhos queimados, ardendo, eu tô triste porque nunca me dei o direito de vocês saberem que eu estava triste, e tão triste.
Pois é tão complicado dizer coisas assim, com sempre disse mamães – it's hard to explain – e é tão difícil quando descobrimos que não somos o que sempre planejamos, que todo podia ter sido diferente se o moícano tivesse acontecido três anos antes, se todo a falta de respeito e a superproteção não tivesse acontecido naqueles anos que ainda acreditava nessas tantas coisas que já nã mais faço questão de lembrar.
E é tão difícil minhas mães, fingir que sou o senhor patrão da razão, tão difícil engolir os senhores patrões da razão se tudo que queremos, e queremos tanto e tanto ser apenas mais uns Sal Paradise, nada mais que ser um Sal Paradise para que eu me sentisse mais e mais feliz!
Então mães, olhem, por favor, respondam. Eu realmente estou esperando, e esperando muito pelo momento!
Abraços do filho
HL

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