Café da manhã, um tempo na banheira, recortes de revistas. Ana me ligou um pouco antes das onze de um sábado. Depois sumiu. Não atendeu o celular, não respondeu minhas mensagens… Passei o dia todo trancado no quarto. Na penumbra do apartamento escuro, o começo da noite quebrado pela luz do abajur de papel vegetal com nossas fotografias impressas – nosso sexto mês. Um presente infantil e doce – concluímos logo depois. Dentes brancos no papel e borrões coloridos na parede. Quase dez horas ela interfonou. Não quis entrar, pediu que eu descesse. Quando insistiu de manhã eu hesitei, mas não tinha nada a perder além de um ou dois filmes, um saxofone choroso, a meia luz do abajur, uma noite de sábado. Saímos. O jeans claro da calça que eu gostava tanto, uma camiseta justa sustentando os seios muito duros, e as Havaianas que pareciam nunca envelhecer.
kd o resto/
o resto sai em papel, pétala. na edição do nosso primeiro fanzine, o foi à feira.
pense, vamos ter o prazer de ler no papel.
depois que estiver no papel eu posto aqui.
demais.